domingo, 26 de dezembro de 2010

Noite Feliz?

Quem tem crianças por perto já conviveu com a cena em que o bebê acaba de dormir e alguém desavisado fala mais alto do que deveria, pisa muito forte, aumenta o som da TV... seja lá o que for, sempre tem alguém para rapidamente avisar: “o bebê está dormindo”.
Normalmente, para permitir que a criança durma em paz, prepara-se um local gostoso, com a iluminação adequada, limpo, confortável, sem barulho. A mãe, ou quem estiver responsável, mantém sempre a atenção, velando pelo bom descanso da criança.
Nos filmes e celebrações de Natal ouvimos várias vezes o canto que narra a felicidade pela chegada do Salvador para cada um de nós, sugerindo a ele, ainda menino, que durma em paz. Fiquei pensando sobre o que temos feito para que o Menino Jesus realmente possa dormir em paz. Acho que bem pouco...
Olhamos para o presépio e podemos imaginar a atitude de respeito e adoração em que se colocam os pastores e os reis magos que logo chegaram, e também, é claro, os pais. Além da veneração prestada ao Rei dos Reis que acabara de nascer, trata-se do carinho e cuidado com um recém-nascido e com a Mãe que há pouco enfrentara o parto.
Hoje, quem e o que cerca o pequeno Jesus em sua manjedoura?
Conseguiria Ele dormir em paz com tudo o que o rodeia?
Gritaria, brigas, quebradeira, música ruim, tiros, preocupações, buzinas apressadas, comerciais, ofensas, fogos de artifício, palavrões... durma-se com um barulho desses!
Talvez sejam poucos os momentos em que o Menino Jesus pode dormir como uma criança que se sente amada, cuidada, desejada e respeitada.
Neste Natal foi esta a minha reflexão: o que tenho feito para que Jesus durma em paz?

domingo, 19 de dezembro de 2010

Natal: O poder de Deus na fragilidade do mundo


FONTE: DREHER, Carlos A.  Faz escuro, mas eu canto. Encontros de preparação para o Natal. Cebi: São Leopoldo/Rio Grande do Sul, 2004. p. 25-26

Deus é grande demais para poder passar pelas portas do templo. Aliás, Ele nem cabe no templo, nem em qualquer catedral, igreja ou capela. Por causa disso, as pessoas só podiam crer que Ele morasse numa alta montanha distante, como o Sinai, ou mesmo na imensidão do céu.

Deus, porém, quis revelar-se, mostrar-se, chegar perto de suas criaturas, pois as amava. Apesar de sua desobediência, apesar de seu pecado, apesar de sua maldade, Deus, amava e ama profundamente as suas criaturas. Já não podia ver seu sofrimento, nem ouvir o seu clamor. Por isso, desceu. E desceu tanto que se foi revelando nas coisas fracas, frágeis, insignificantes.

Subitamente já não estava na alta montanha. Estava numa sarça, num pequeno arbusto que quase não se notava. Estava numa brisa leve, quase inaudível. Estava no chão do sofrimento, em meio a escravos e escravas de costas lanhadas pelos chicotes. Estava no deserto, caminhando com seu povo, por muito, muito tempo, até chegar na terra prometida.

Contudo, esse Deus queria chegar ainda mais perto das pessoas. Tão perto, a ponto de tornar-se um igual. Igual a quê? Igual ao ser humano mais sofrido e triste que pudesse existir.

E, então, se fez carne! Armou sua tenda no meio de nós. Fez-se imagem de ser humano.

Escolheu uma jovem mulher, chamada Maria, para vir ao mundo através dela. Pobre Maria! Como explicar que estava grávida? Quem haveria de acreditar nela?

Pobre José! Sentiu-se traído, quis fugir. Como acreditar no que o anjo lhe dizia? Que iriam dizer dele? Que iriam dizer daquela pobre criança?

E agora estavam ali, naquela estrebaria fedorenta. Não tinham encontrado lugar. Ninguém lhes dera pousada. Em meio a moscas e esterco, a criança havia nascido. Nem cama, bem berço! Um cocho de palha babada pelos animais. Ali estava agora deitada a criança, tão frágil. E aqueles pastores sujos e maltrapilhos em volta dela, com os olhos brilhantes, como se tivessem visto anjos.

No meio de toda aquela miséria, porém, havia algo de belo. Uma profunda paz tomava conta de tudo e de todos. Era como se Deus estivesse ali. Deus conosco, na miséria do mundo. Deus conosco, num cocho babado. Deus conosco, cercado de moscas e de esterco. Emanuel!

Mais tarde haveria uma cruz, numa cinzenta tarde de sexta-feira. Pregado nela, alguém gritava desesperado: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”. E morreu, frágil, banhado em sangue e dores. Emanuel!

Na manjedoura e na cruz, Emanuel, Deus conosco. Para sempre, Deus conosco. Grande demais para caber num templo. Pequeno e frágil como uma criança recém-nascida.

É difícil entender um Deus assim. É difícil compreender um amor tão grande. Mas é assim o nosso Deus, Emanuel. O seu poder se torna forte nas coisas fracas e pequenas. Ele está presente nas pessoas fracas e pequenas, nas crianças, nos pobres, nos sofridos. Solidário.

Assim é Natal: o poder de Deus na fragilidade do mundo!

Por isso, glória a Deus nas maiores alturas, e paz, paz na terra, paz entre os seres humanos a quem Ele tanto ama.
Emanuel.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Boa Música: Life is a miracle (Prefab Sprout)



Say, what you doing' sleeping ? Hey half the day is gone
Get a move on

Life's a miracle, let me tell you why
If you look above you, there are no more stars
Like this one in the sky

Life's a miracle, we gotta make the most
Of the passing moment,
Gotta do our best, there'll be time enough to rest

Gotta do our best, there'll be time enough to rest

Tell someone you them, there's always a way
And if the dead could speak I know what they would say
To you and me - don't waste another day

Show someone you love them don't be scared
And if they fall into your arms you'll be surprised to find
The weight that you can bear, because

Life's a miracle, we gotta do our best
Before it's time to rest
Life's a miracle - it's a Summer's day
It's a passing moment
Enjoy the sky, be a brilliant butterfly !

Tell someone you them, there's always a way
And if the dead could speak I know what they would say
To you and me - don't waste another day

Show someone you love them don't be scared
And if they fall into your arms you'll be surprised to find
The weight that you can bear, because

Life's a miracle
Life's a miracle
Life's a miracle

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

NATAL REAL



O final do ano se aproxima e com ele uma das comemorações mais bonitas em nossa calendário: o Natal!

Relembrando o nascimento daquele que deu a vida por todos, somos convidados a também nos doarmos de alguma forma para aqueles que mais necessitam.

Para tanto, teremos a 3ª edição da campanha NATAL REAL, como um grande encerramento do ano de atividades do Projeto Cidadania Real.

Arrecadaremos brinquedos que serão destinados às famílias atendidas pelo Pró-Egresso e pela Caritas Socialis.

Uma lista com os nomes das crianças, estará disponível nas recepções da faculdade Campo Real, quem quiser colaborar escolhe a criança, devendo trazer o brinquedo (novo), sem embalagem para presente, até o dia 7/12. * O preço mínimo dos brinquedos é de R$10,00.

Cada brinquedo valerá 5 horas de atividades sociais, e cada aluno poderá doar até 5 brinquedos.

No dia 11/12, teremos uma grande festa para a entrega dos presentes e encerramento das atividades do ano do Cidadania Real.

Todos estão desde logo convidados e convocados a ajudar na festa!

domingo, 7 de novembro de 2010

CRIMINOLOGIA - Processo de Deslegitimação da Ideologia da Defesa Social 1

Processo de deslegitimação da Ideologia da Defesa Social
Ideologia – tomada na abordagem marxista, conforme Alessandro Baratta, ou seja, em sentido pejorativo, entendendo-se “ideologia” como um conjunto de falsidades, um feixe de ilusões, um discurso que não corresponde à prática.
A cada princípio da Ideologia da Defesa Social, é possível associar teorias que os deslegitimam, desmentem, contradizem.
1.       Princípio da Legitimidade x Teorias Psicanalíticas
"Mas falo. E, ao falar, provoco
nuvens de equívocos
(ou enxame de monólogos?)
Sim, inverno, estamos vivos." (Paulo Leminski)
Aqui a deslegitimação reside em afirmar que a maior parte das decisões humanas têm motivações inconscientes, fundadas em sentimentos de culpa por pulsões não reprimidas e na falta que a todos constitui.
Ainda, afirma-se o criminoso como bode expiatório da sociedade, que a partir da punição de um indivíduo experimenta o efeito catártico da pena.
Assim, afirmar a legitimidade do Estado para o combate à criminalidade, seria mera racionalização do impulso à violência e vingança.


2.       Princípio do Bem e do Mal x Teoria Estrutural Funcionalista da Anomia
Para Durkheim o crime faz parte da estrutura de toda sociedade, não existindo sociedade sem crime. Isso se dá porque o crime exerce a função de  revisão de valores, reavaliação de prioridades.
Assim, o crime não é patológico, mas fisiológico.
Porém, quando há excessivo aumento em quantidade e crueldade, é possível atingir o estágio de anomia.
Anomia é a desorganização dos valores, ausência de norma.
Portanto, apesar de não existir sociedade sem crime, isso não significa que o crime não deve ser combatido.
Conclui-se então pela impossibilidade de dividir a sociedade entre bem e mal, uma vez, que a sociedade que seria o bem, tem o crime em sua estrutura, enquanto o crime, que seria o mal, exerce função positiva dentro da sociedade.
Robert Merton afirma que o crime ocorre devido à distância que algumas pessoas experimentam entre os meios institucionais e o fins culturais. Diante de tal distância haveria 5 modelos de adaptação individual: conformidade, ritualismo, inovação, evasão e rebeldia.

3.       Princípio da Culpabilidade x Subculturas Criminais e Associações Diferenciais
Para o Princípio da Culpabilidade o crime é fruto de escolha livre do indivíduo.
As subculturas criminais seriam grupos culturais menores dentro da cultura geral, uma reação de minorias que se sentem marginalizadas, como forma de se sentirem aceitos, reconhecidos, valorizados.
A subcultura tem valores próprios, identifica-se pela linguagem, maneira de se vestir, etc. Ex: Skinheads.

O criminoso seria um imitador e o comportamento ilícito é aprendido da mesma forma que qualquer outro comportamento: pela observação e imitação.
Assim, o crime não é uma decisão livre, mas é influenciado pelos grupos com que o indivíduo se associou ao longo da vida.
Da mesma forma que se apreende o comportamento criminoso, também se apreende as técnicas de neutralização da consciência pesada diante da escolha pelo crime, o que demonstra que, apesar de fazer parte da subcultura, o criminoso reconhece a existência da sociedade. São técnicas de neutralização (David Matza): negação da responsabilidade, negação da vitimização, condenar os que condenam, apelo à instâncias superiores.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Tomé



“Era o primeiro dia da semana. Ao anoitecer deste dia, estando fechadas as portas do lugar aonde se achavam os discípulos por medo das autoridades dos judeus, Jesus entrou. Ficou no meio deles e disse: A paz esteja com vocês.[...] Tomé, chamado Gemeo, que era uns dos doze, não estava com eles quando Jesus veio.  Os outros discípulos disseram para ele: Nós vimos o Senhor. Tomé disse: se eu não vir a marca dos pregos nas mãos de Jesus, se eu não colocar o meu dedo na marca dos pregos, e se eu não colocar as minhas mãos no lado dele, eu não acreditarei.” Jo 20, 19-25
Quão Tomé somos todos nós?
A pergunta foi proposta em uma das assembléias do Cursilho, por Dom Laurindo, então Bispo da Diocese de Foz do Iguaçu.
De fato. Quantas vezes nós não nos envolvemos, não assumimos responsabilidades, não nos comprometemos, sequer comparecemos e depois ainda nos achamos no direito de duvidar daqueles que acreditam?
É necessário ficar atento a isso.
É comum observarmos algumas pessoas se afastando do Movimento de Cursilhos e até mesmo da Igreja, sem nenhuma grande razão, simplesmente porque permitiram que a distância aumentasse.
Trilhas que ficam por muito tempo sem uso, tendem a criar mato, dificultando a passagem, até que desaparecem completamente.
Quando deixamos de comparecer a uma Escola Vivencial ou Assembléia Mensal, pode ficar bem fácil também não participar da próxima. Quanto menos participamos mais nos esquecemos dos motivos que nos levariam a participar, das maravilhas que já vimos acontecer em nossas vidas e nas vidas de outras pessoas, do crescimento, da formação, da amizade especial que é cultivada entre cursilhistas... Até chegar ao ponto em que duvidamos de todas essas coisas: não vamos, não vemos e depois questionamos!
Não é para qualquer um. Compromisso incondicional é realmente para poucos. É para quem não tem qualquer outra prioridade a não ser estar a postos para receber e testemunhar Jesus.

Quati Vingador - Conselhos de Irmã

Nos meus idos tempos de faculdade (na condição de aluna), eu e alguns amigos escrevíamos um informativo chamado “Quati Vingador”.
O Quati era escrito por alguns meninos do curso de Direito da UEPG e suas poucas cópias eram disputadas a tapa. Eu e algumas amigas sugerimos a eles admitir textos de “quatis fêmeas” e a mim couberam duas colunas: “Essa é pra casar” e “A nível de Universidade”.
Foi uma das melhores épocas da minha vida. Todas as semanas precisava encontrar inspiração para escrever uma coluna sobre festas, relacionamentos, coisas de meninas e outra sobre fatos da universidade, política, direito, etc.  Às quintas-feiras muitas vezes íamos até a madrugada, revisando, organizando, providenciando as cópias e grampeando as folhas. No dia seguinte fazíamos a distribuição pela manhã e também à noite. Até uniforme a gente tinha!
Todos se divertiam com nossas besteiras e apreciavam também a parte séria. Inclusive a direção do curso muitas vezes solicitava que veiculássemos avisos oficiais no Quati, porque ali tinham certeza que seriam lidos.
Muita gente pedia para ser citado, outros tinham até medo: “Você não vai escrever sobre mim né?” Até entrar sem pagar em algumas festas universitárias nós entrávamos, e diziam: “Chegou a imprensa!”
Talvez os devaneios aqui no blog sejam uma forma de matar um pouco da saudade daquele tempo. Era um espaço privilegiado para dar indiretas, desabafar e até praticar algumas vinganças veladas! Era um jeito de tirar alguns macaquinhos do sótão e colocar no papel!

Dois dos companheiros de Quati me encontraram no facebook essa semana, os famigerados Dr. G e Chasso. Acho que aí veio a nostalgia e vontade de requentar um texto daquela época (claro, mamãe os mantém todos arquivados!).
Então, segue abaixo, sem qualquer modificação, um texto publicado em 6 de setembro de 2002, na coluna Essa é pra casar, 11ª edição, do segundo ano do Quati Vingador.
Vai que ainda é útil para alguém!
CONSELHOS DE IRMÃ
Esta coluna normalmente traz críticas ao comportamento masculino, outras vezes avalia as atitudes femininas, mas esta edição está mais boazinha: reunimos alguns conselhos dirigidos aos rapazes, são realmente dicas só dadas a irmãos, vão desde o comportamento com o sexo oposto, até o jeito de se vestir:
- sabem aquelas listas tipo “as 10 melhores cantadas” que te mandam por email? Você não deve levá-las a sério meu querido, chegar na menina dizendo: “posso te fazer uma proposta? Eu te dou um beijo, se você não gostar você me devolve...” é a maior furada.
- a tua virilidade e força física só serão úteis e apreciadas na hora de carregar malas, trocar pneus, etc, jamais na hora da conquista. Se o teu papinho não convenceu a gata, uma “chave de braço” não terá melhor sorte. Agarrar e beijar é no mínimo uma grosseria.
- tudo menos meia branca conjugada com calça e sapatos escuros.
- camisa brilhante... você é cigano?
- carro cheio de “barulhos”, música muito alta, todo um aparato automobilístico não são eficientes par atrair mulheres, ou pelo menos mulheres dignas de respeito...
- calvície começando a dar sinais? Não adianta se agarrar aos poucos heróis da resistência e conservar um ridículo mullet. Um corte bem curto e pronto.
- quando for presentear, nunca a mande escolher. Segundo uma colega analista de relacionamentos, “mandou escolher, se f...”. Só falta no dia dos namorados você dar uma daqueles “vale CD”. Use a criatividade amigo! Fora que dando a escolha a ela você perde o controle do preço, pode se arrepender depois. Outra coisa, preço e marca não significam muito para moçoilas que se prezem (sim, elas existem). Muitas vezes um chocolate inesperado tem mais efeito do que um grande anel.
- em hipótese alguma termine um relacionamento por telefone, ou pior, por email. Seja homem, não foi assim que tudo começou e não é assim que deve terminar.
- se você precisa mesmo beber, tenha noção. A cena de um cara vomitando no meio da festa obviamente não é o melhor chamariz de mulheres. Não passe a noite toda encostado no balcão! O álcool pode ter ainda outros efeitos: suas qualidades de dançarino não serão estimuladas com o equilíbrio prejudicado; você pode facilmente se meter em brigas idiotas (há alguma briga que não o seja?) e mulher nenhuma suporta homem metido a macho; você pode não lembrar de informações importantes no dia seguinte; você pode expor a moça a sérios risco ao levá-la para casa, entre outras desvantagens. Saiba dos teus limites!
- não dê em cima das amigas dela. Tenha foco! É o óbvio, mas muitos ignoram...
- a gente costuma não gostar de homem que dança muuuito bem, do tipo que sabe todas as coreografias da moda, rebolando feito um louco. Mantenha a compostura no salão. O imprescindível é que você se vire bem dançando a dois.
- Tenha amigas. Trate bem as mulheres da tua família.
- Declarações de amor em público devem ser evitadas ou deixadas para quando você tiver um mínimo de esperança de reciprocidade, do contrário você colocará os dois numa situação muito constrangedora.
Haveria ainda muitos outros conselhos, todos ótimos na teoria mas que a prática insiste em contrariar. Na dúvida: tente! Nas questões do coração é possível até que os fins justifiquem os meios. Como diz São Paulo: “o amor cobre a multidão de pecados”. Por pecados podemos entender fiascos, foras, cortadas e por aí vai...

sábado, 16 de outubro de 2010

Também trabalha ou só dá aula?


Quantos de nós professores já não ouviram esta pergunta?
Eu normalmente respondo que na maior parte do tempo realmente não trabalho, só me sinto realmente trabalhando quando preparo e corrijo provas e quando preciso preencher livros de chamada...
O resto? O resto é diversão!
Durante alguns anos fui advogada e professora. Aos poucos fui sentindo que me realizava mais como professora do que advogando, e ao me sentir melhor com o trabalho, me pareceu que os resultados eram também melhores e decidi: vou parar de trabalhar e ser professora.
Até hoje ainda sou questionada por essa escolha: mas você nunca mais vai advogar? Não. Não quer fazer nenhum concurso? Não.
Que alegria e que privilégio é poder escolher a vida que se quer ter. Eu escolhi e a tenho. Não canso de agradecer, a Deus, aos meus pais, aos meus empregadores, e principalmente aos meus alunos.
Apesar de ontem termos comemorado o Dia dos Professores, hoje é para isso que escrevo este pequeno texto: para agradecer aos meus alunos por me permitirem diariamente o exercício da profissão que escolhi.
Obviamente há altos e baixos. Não raras vezes saí de sala pensando: “Quem foi o louco que disse que você poderia ser professora Patricia?” Há toda a desvalorização, desrespeito e todo o mimimimimimi que professores costumam desfiar por aí. (1)
 
Se for para trabalhar só por dinheiro, sinceramente, não seja professor.
Não digo isso porque considere a remuneração muito baixa, mas sim porque acredito que ofício algum deve ser exercido só com vistas ao retorno financeiro, mas quando se trata de ser professor, isso é mais grave ainda.
Quem trabalha só por dinheiro provavelmente ganha mais do que merece.
Ser professor é lidar todos os dias com o sonho alheio, incentivar projetos de vida, descobrir talentos, emancipar pessoas, sugerir caminhos... Quanto vale fazer isso? Quanto mereceria receber o professor que efetivamente consegue cumprir tal missão?
O verdadeiro professor se sentirá compensado por todas as horas fora de sala de aula, estudando, preparando, corrigindo, planejando, quando percebe as mudanças nos seus alunos, quando percebe que alguém vê a vida com um pouco mais de clareza em razão de algum comentário em sala de aula, quando acompanha uma discussão entre alunos sobre algum ponto de sua matéria, quando vê um aluno orgulhoso por se tornar aquilo que ele sempre foi, por se tornar um ser humano mais completo.
É por isso e muito mais que sou feliz por ser professora e quero continuar me esforçando para um dia me parecer um pouquinho com a descrição de professores apaixonas feita pelo Gabriel Perissé (2) no texto abaixo.
Professores e professoras apaixonados acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa que podem mover o mundo. Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltitplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos. Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato. Apaixonar-se sai caro!
Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria. Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, dos desrespeitos, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro. Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração. Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e nada mais.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar os esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
(2)   Doutor em Filosofia da Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), com a tese "Filosofia, ética e literatura: a proposta pedagógica de Alfonso López Quintás" (2003). Mestre em Literatura Brasileira pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), com a dissertação "Carlos Nejar: uma admiração problemática" (1989). Bacharel em Letras (Português e Literaturas Brasileira e Portuguesa) pela Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1985). (www.perisse.com.br)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Escola Clássica x Escola Positiva

Segue abaixo uma tabela comparando características da Escola Clássica, cuja palavra chave seria o livre-arbítrio e da Escola Positiva, que nos remete ao pensamento de Lombroso.



Sugere-se ainda a consulta aos sites http://www.thenautilus.it/Mu_Lombroso.html, que trata de um museu dedicado a Lombroso.






PROPOSIÇÃO
ESCOLA CLÁSSICA
ESCOLA POSITIVA
Delito
É uma entidade jurídica que deve estar contida na lei promulgada, tornada pública para que todos sintam ameaça da pena proporcionalmente retributiva, também contida na lei.
É um fato humano e social. Um fenômeno produzido por causas biológicas, físicas e sociais.
Delinqüente
É um componente indistinto na sociedade, igual a qualquer ser humano, não havendo falar-se em diferença de caráter.
Há variedades tipológicas de delinqüentes. Estes são diversificados por seus estados psíquicos e biológicos e considerados anormais. Por isso, eles são distintos dos homens normais.
Fatores Criminógenos
Não há falar-se em fatores criminógenos. O homem não é impelido ao crime por fatores de ordem física, ambiental, biológica ou social.
O homem é votado ao crime, impelido por fatores geradores do comportamento criminoso.
Arbítrio
O homem é dotado de livre arbítrio, isto é, dotado de inteligência e consciência livres e em condições de discernir e escolher o bem ou o mal. Se se torna criminoso é porque quer. Se pratica o crime, é porque quer.
O homem não tem a vontade e a inteligência livres ou autônomas para a escolha de soluções contrárias, como o bem e o mal. São fatores internos ou externos (que determinam o crime). são fatores físicos, biológicos e sociais que influenciam o psiquismo e o comportamento criminoso.
Responsabilidade
A responsabilidade penal tem por fundamento a responsabilidade moral que advém da imputabilidade moral que deriva, por sua vez, do livre arbítrio.
O homem é responsável porque vive em sociedade. Pelo fato de conviver em sociedade ele se faz sujeito de direitos e deveres e, por isso, é responsável.
Pena
É retributiva, aflitiva, intimidativa e expiatória. Um mal tem que ser pago com outro mal.
É uma reação social contra o crime. Se o homem coexiste e convive em sociedade e a perturba com a prática de crimes, esta mesma sociedade se defende com a pena contra o criminoso.
Preocupação
A doutrina clássica se preocupa com a legalidade e a justiça, principalmente a penal.
A doutrina positivista se preocupa com a pessoa do criminoso, buscando saber quais os fatores que o levaram ao crime e o estado perigoso em que ele se encontra.
Medida da Pena
A gravidade dos elementos, material e moral, é que determina a proporção da pena. A pena tem que ser proporcional ao crime.
O grau de periculosidade ou temibilidade é que determina a gravidade da pena.
O Juiz
O juiz não deve ser mais do que a boca que pronuncia a lei. É a expressão da lei.
O juiz deve individualizar a pena, isto é, deve levar em consideração a periculosidade (ou o estado perigoso) para a aplicação da pena.
Método
Apriorístico, metafísico, dedutivo ou lógico abstrato.
Positivo, indutivo ou experimental.

           

FARIAS JUNIOR, João. Manual de criminologia. 3 ed. Curitiba: Juruá, 2002. p. 31-32.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ninguém manda em mim

Há diversas atitudes entre as pessoas ao nosso redor que podem ser realmente irritantes. Entre elas, uma que escolhi faz tempo como a atitude campeã em chatice e inutilidade é a postura de “vítima do mundo”.

É um emprego que não deu certo, um namoro que acabou, relacionamento difícil com a mãe, grosseria do cliente, ou seja lá o que for, tudo vira motivo para mau humor ou má vontade, mas “a culpa não é minha”!

Isso passa pelas grandes decisões necessárias na vida, até pequenas tarefas diárias. São aquelas clássicas desculpas do tipo “o cachorro comeu o meu trabalho professora...” Há pessoas que passam a vida inteira se desculpando.

É possível ir ainda mais longe e colocar tudo na conta do inconsciente, de vidas passadas, traumas de infância... Talvez isso tudo só revele o medo ou incapacidade de tomar as rédeas da própria vida.

Assumir a postura de vítima muitas vezes é realmente cômodo, se eu sou a vítima preciso de proteção, preciso que alguém tome conta de mim e resolva todos os meus problemas. Diante disso muitos até se habituam às queixas constantes, relembrando antigos ou novos problemas, doenças, tristezas... Haja paciência!

Muitas coisas podem ter acontecido com você, mas a vida é agora, é para frente!

É extremamente libertador tomar a consciência de que quem determina como é a nossa vida, nosso humor, nosso ambiente, nosso bem estar, somos nós mesmos e ninguém mais. Afinal de contas, o único comportamento humano sobre o qual realmente temos controle, é o nosso!

É necessário então, como diz o Pe. Fábio de Melo (1), “se possuir”.

Não é conselho novo, é algo já dito pela clássica filosofia “Conhece-te a ti mesmo”, e exposto no maior dos mandamentos deixados por Jesus: “Ama o próximo como a você mesmo” (2).

Precisamos nos conhecer e nos amar o suficiente para não depender de outras pessoas ou situações para permanecermos em equilíbrio e felizes, mesmo que nem sempre alegres ou entusiasmados.

Depender de palavras, gestos ou reações de outras pessoas para que possamos nos sentir bem conosco mesmos é dar poder demais a indivíduos que sequer desejam tal poder!

Quem efetivamente se possui não se abate, como demonstra o poema Invictus, que ficou famoso por ser relembrado no filme de mesmo nome, como um texto usado por Nelson Mandela para manter-se firme, mesmo entre as maiores adversidades:

Invictus
“Do breu da noite que não se dissolve
A me envolver em nuvem negra,
A qualquer deus – se algum me ouve,
Agradeço por minha alma que não se verga.

Fustigado pelas garras do acaso,
Nunca lamentei, não esmoreceu minha fé.
Sob os golpes fortuitos do descaso,
Trago a cabeça em sangue, mas ainda de pé.

Além deste lugar de ira e ranger de dentes
Só se vê o horror de sombras silentes;
Mas a ameaça do Tempo, que nunca recua,
Não me amedronta, nem me acua.

Embora estreito o portão, sigo adiante,
Mesmo tendo ao lado o castigo e o desatino,
Da minha alma eu sou o comandante;
Eu sou o senhor do meu destino.” (3)

Raciocínio semelhante encontramos em uma música de uma de minhas bandas favoritas, Los Hermanos:

Eu não vou mudar não
Eu vou ficar são
Mesmo se for só
Não vou ceder
Deus vai dar aval sim
O mal vai ter fim
E no final assim calado
Eu sei que vou ser coroado
Rei de mim. (4)

É necessário se possuir!
Há momentos em que precisamos gritar para nós mesmos: “Ninguém manda em mim”! “Aqui, a rainha sou eu!”

(2)Mateus 22,39
(3)  William Ernest Henley
(4)  De onde vem a calma. Marcelo Camelo

terça-feira, 31 de agosto de 2010

100 Anos do Clube Mais Brasileiro

“Corinthians grande,

Sempre Altaneiro
És do Brasil
O clube mais brasileiro.”



Hoje meu time faz 100 anos de história.

Falem o que quiserem os que não gostam de futebol, mas torcer é uma delícia e torcer pelo Corinthians é ainda melhor!

Torcer é um bom exercício para aprender a enfrentar vitórias e derrotas, abrir mão de certezas, confiar, se identificar com outras pessoas, compartilhar algo em comum, dar a volta por cima.

Claro, isso tudo de uma forma “normal”, meu time não é a minha vida, mas é uma parte bem gostosa dela! Principalmente no que se refere a minha família, já que somos na maioria corinthianos, entre primos e tios.

Aqui em casa para sempre vamos ouvir minha mãe contando novamente sobre certa vez, após uma derrota do Corinthians, meu irmão ter vindo até ela chorando e dizendo: “Mãe, por que é que eu tinha que nascer corinthiano?”

É gostosa a sensação de não apenas torcer de vez em quando, mas ser torcedor, sentir-se parte de algo maior.

Cantamos no hino que somos o clube mais brasileiro e que bom seria se o Brasil fosse um país mais corinthiano! Explico:

Quando se fala sobre o elemento humano do Estado nas aulas de Ciência Política, mencionando o conceito de nação, tratamos de um conceito que é emocional, afetivo. É o elemento humano, assim, deve ser o elemento que dá vida ao Estado. Ser nacional trata-se de ter um sentimento de pertença, identificar-se com um grupo, partilhar dos mesmos valores, tradições, costumes. Também é reconhecer o que é que torna o grupo diferente de outros grupos e querer manter justamente as características que nos tornam diferentes dos demais. Digam o que disserem, critiquem o quanto criticarem, perdendo ou ganhando, continuo fazendo parte dessa nação (1).

É o que faz alguém, no meio de um estádio, vendo o time enfrentando um momento ruim, gritar a quem quiser ouvir: “Eu nunca vou te abandonar, porque eu sou louco, louco por ti Corinthians!”

Quanto mais um Estado se confunde realmente com uma Nação, mais forte ele é. Até sem território ele poderia continuar firme, desde que seja uma nação. Quando o povo constitui verdadeiramente uma Nação, torna-se o principal defensor do Estado, dá a vida por ele, não admite que seu Estado seja menosprezado, mesmo com todos os defeitos que ele mesmo possa reconhecer. Sim, sem dúvida, fazer parte da nação não significa não enxergar suas deficiências, ao contrário, leva o torcedor (ops) o cidadão às portas da diretoria, gritando aquilo em que acredita, exigindo mudanças, interferindo nos rumos.

É o que faz a Fiel. Acompanha, fiscaliza, cobra, e também exagera, como todo apaixonado faz! Assim é que se diz que o Corinthians não é um time que tem uma torcida, é uma torcida que tem um time. Gostem os diretores, técnicos e jogadores ou não, o corinthiano não perde um lance, não tira os olhos, não fica quieto.

Por isso tudo é que quando tento explicar o sentimento nacional, o mais fácil é falar aos alunos sobre a nação corinthiana (momento em que logo ganho simpatizantes e opositores!).

E é por isso tudo que digo que seria bom se, além de ter no Brasil o clube mais brasileiro, tivéssemos também o país mais Corinthiano!

(1) “[...] um grupo humano no qual os indivíduos se sentem mutuamente unidos, por laços tanto materiais como espirituais, bem como conscientes daquilo que os distingue dos indivíduos componentes de outros grupos nacionais.” HAURIOU, Maurice apud BONAVIDES, Paulo. Ciência Política. 10 ed. São Paulo: Malheiros, 2004. p. 79.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Antes morrer que perder a vida!

A morte sem dúvida é um assunto que não agrada. Normalmente ficamos um pouco constrangidos ao falar no assunto ou adotamos uma postura de pesar.

Perder alguém nunca será uma experiência fácil de se enfrentar, seja pela morte ou até mesmo pelo fim de um relacionamento, mas por isso mesmo pode ser das experiências que mais fazem crescer. Portanto, ao tomar conhecimento de alguma triste notícia de morte, o melhor que temos a fazer é pensar na vida.

Acredito veementemente que a morte só acontece para os que ficam vivos. Essa sua maior função, ensinar algo aos que ficam. Afinal de contas, não é nunca à toa que rezo que creio na vida eterna.

Acontece que para Deus um dia é como mil anos e mil anos são como um dia, e por mais dolorido que seja aceitar isso na carne, é um fato: tivemos com a pessoa o tempo que deveríamos ter, mas isso não significa que não tenhamos mais a pessoa. Por isso é até meio inadequado dizer que se "perdeu" alguém. Quem tem fé sabe muito bem a quem entrega seus entes queridos, nunca os perde.

É lugar comum, mas deveríamos ter mais medo da vida mal vivida do que da morte.

Há tantos andando por aí que já morreram faz tempo e nem o sabem! Disso sim eu tenho medo. Vivem só para si, para seu dinheiro, seu prazer, seu status, sua beleza... Correm muito, sem tempo para nada, eternamente cansados. Tomam um remédio para dormir e outro para acordar. Convidadas, por exemplo, para um retiro, recusam porque têm muito trabalho a fazer. Não pensam duas vezes em passar por cima de seus valores, sua família ou amigos, para atingir objetivos materiais, momentâneos e passageiros. Cuidam tanto da vida que passa, que esquecem de construir a vida que não passa... A loucura vai fingindo que isso tudo é normal até chegar ao ponto em que o corpo realmente pede um pouco mais de alma. E será que teremos tempo para dar alma a nosso corpo? (1)

Por outro lado, uma vida vivida perante a vontade divina e sendo multiplicada na vida de outras pessoas, nos torna imortais!

Como nos diz meu querido São Paulo Apóstolo:
"O que nos resta dizer? Se Deus está a nosso favor, quem estará contra nós? Quem poderá nos separar do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada? Mas em todas essas coisas somos mais do que vencedores por meio daquele que nos amou. Estou convencido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem os poderes nem as forças das alturas ou das profundidades, nem qualquer outra criatura, nada nos poderá separar do amor de Deus manifestado em Jesus Cristo, nosso Senhor." (1)
"Morte, onde está a tua vitória? Morte, onde está o seu ferrão?" (2)

São certezas que precisam ser reafirmadas a cada conversa, a cada ato, a cada decisão. Afinal, "com efeito, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, se perde a própria vida?" (4)

(1) Lenine. Paciência
(2) Romanos 8, 31-39
(3) I Coríntios 15, 55
(4) Evangelho de São Marcos 8, 36