segunda-feira, 27 de junho de 2011

CURSILHO - Três dias por uma vida


Sempre que convido pessoas para participar de um cursilho e, consequentemente, tornarem-se cursilhistas, tenho uma certa dificuldade em explicar do que se trata.
Como explicar o que faz parte inseparável do que eu sou?
É como tentar explicar por que para mim é importante respirar ou me alimentar, ou seja, é algo tão óbvio, tão necessário para mim que eu é que não entendo como é que pode ter gente que vive sem!
Aceitar o convite exige coragem e não é qualquer pessoa que está disposta a dedicar 3 dias de sua vida tão corrida para simplesmente parar e refletir sobre questões importantes mas que passam batidas entre tantas tarefas que temos a cumprir diariamente.
Porém, invariavelmente, ao final dos 3 dias, os participantes afirmam coisas do tipo: “Se eu soubesse como era bom, teria vindo antes”; “A gente entra sem querer entrar e sai sem querer sair”, “Não vi o tempo passar”...
É claro que tais afirmações, entre tantas outras declarações apaixonadas, não garantem que o novo cursilhista vai continuar participando do movimento e até mesmo da Igreja, tudo vai depender da perseverança.
O fato de escrever este meu texto já é desde logo o reconhecimento de um fracasso. Sim, se preciso escrever um texto explicando porque vale a pena ser cursilhista e as razões pelas quais amo este movimento, é porque não tenho demonstrado adequadamente com a minha vida o quanto foi maravilhoso ter trocado 3 dias de nada por 3 dias que me deram vida e vida em abundância.
Mas, se algum leitor, em algum momento de convívio comigo já encontrou algo a admirar, fique logo sabendo (se ainda não sabe): o grande responsável por todas as minhas tentativas de fazer algo de bom da minha vida é o Movimento de Cursilhos de Cristandade.
É claro que existe também a fundamental influência da minha família, mas acontece que a influência do Cursilho na minha família foi também fundamental.
Também é claro que a verdadeira meta da minha vida é Cristo e não o Cursilho, mas o movimento se mostrou para mim como o melhor instrumento para participar da Igreja Católica e viver meu seguimento a Jesus Cristo.
Participei do meu Cursilho em 1996. Não fui daquelas que se entrega logo de cara e só me dei conta mesmo do quanto tinha sido importante alguns dias depois que saí. Resolvi então participar da primeira Assembléia Festiva, da primeira Escola Vivencial e desde então foram muito raros os convites do cursilho que eu tenha recusado.
Apesar de ser cursilhista ter trazido muitos compromissos para mim e para minha família, minha vida não foi em nada limitada por isso. Ao contrário, a consciência adquirida ao longo de todos estes anos (e ainda em construção) guiou as minhas decisões e abriu inúmeros dos caminhos que escolhi para mim.
Com o Cursilho aprendi a importância de se buscar formação e procurar entender um pouquinho a minha fé, minha Igreja, meu mundo, minhas escolhas. Esta consciência formada a partir do Cursilho é que me permite (e a todos os que se dedicam), estar no mundo sem ser do mundo.
Isto é o que me encanta. A proposta não é para viver dentro da Igreja, mas para, com todos os nossos defeitos e limitações humanas, tentar ser Igreja no mundo. Trabalhando, festando, convivendo.
Fiz meu cursilho ainda antes de entrar na faculdade e foi trabalhando nele que descobri que gostaria de estudar Direito e ser professora. O Cursilho nos ensina a identificar e valorizar nossos talentos, habilidades, vocações e, principalmente, verificar como esta vocação pode ser colocada a serviço da construção do Reino.
Evidentemente que sempre falho nesta missão. Não consigo ainda viver meu ideal em plenitude, mas vou tentando.
Certa vez uma amiga me perguntou que diferença faz ser alguém que tem fé, que se dedica à Igreja ou ser simplesmente alguém ético, honesto, etc?
Eu respondi que nos dois casos a pessoa enfrentará dificuldades, será ridicularizada algumas vezes, será passada para trás em outras e terá vontade de desistir. Aquele que tem fé, como não coloca sua meta na vida presente, como não procura meramente seu bem estar mas sim procura se parecer com Aquele a quem segue, este terá forças acima de si mesmo para continuar a peregrinação por esta pátria que não é definitiva.
Já vi Deus (com o Cursilho) fazer maravilhas na vida de muitas pessoas e famílias, inclusive e notadamente, na minha.
Como também já vi pessoas se afastarem do Cursilho, de Deus e da Igreja e só encontrarem complicações, tornarem a vida cinza ao invés de decolores. Não que ser cristão e ter fé sejam garantia de uma vida simples, muito pelo contrário. A fé não muda nada nas circunstâncias da vida, muda sim a forma como reagimos a elas. Quando as nossas forças não são suficientes, é um privilégio ter a certeza de que forças do alto intercedem em nosso favor.
Isso não se encontra apenas no Cursilho e na Igreja Católica, mas foi nele que eu (e muita gente em 50 anos de história no Brasil) encontraram.
No Cursilho ganhei também alguns dos melhores amigos que alguém pode ter, pessoas com que contarei para o resto da vida, seja nos momentos de festa como também nas tristezas.
É por isso e por tudo o que é impossível explicar, que amo o Cursilho e convido pessoas de quem gosto para que se juntem a nós, para que se permitam este passo na busca do sentido da vida, para que se sintam inteiros, amados e merecedores do maior amor que existe.
Só vivendo para saber. Venha viver esta experiência.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sem vocação (e nem paciência) para Garota Enxaqueca

“Se você quer brigar e acha que com isso estou sofrendo
Se enganou meu bem [...]
O meu coração é do tamanho de um trem.” (1)




Nunca entendi essa coisa de “ficar de mal”. Nunca fez sentido.
Minha mãe conta que desde criança eu não era do tipo de ficar emburrada. Levava um sermão, chorava, ia para o quarto brava, e meia hora depois estava pedindo desculpas, esquecendo a briga.
Prefiro me desculpar mesmo quando eu sei que estou certa. Penso que vale bem mais ser feliz do que ter razão e não vejo a possibilidade de ser feliz tendo alguém chateado comigo.
Não há nada mais libertador do que pedir perdão, até mesmo quando o perdão seja negado.
Acho até gostoso poder dizer de vez em quando: “a culpa é minha”. Parece que isso nos dá um certo poder sobre a própria vida. Se a culpa é do outro, eu condiciono o meu bem estar a alguma reparação que o outro me deve, e isso nem sempre vai acontecer. A forma como eu me sinto tem que depender só de mim, de mais ninguém.
O Pe. João Mohana, no maravilhoso livro “O mundo e eu” (1), fala que uma briga evitada é como se alguém tentasse te atirar lama e você desviasse. O único que sobra com as mãos sujas é o outro, não você.
Experimentei recentemente uma situação assim, nada de muito grave, quase uma besteira. Exercitei a arte de deixar a pessoa ficar brava e dar um tempo para então tentar resolver (sim, porque tentar argumentar com alguém de cabeça quente é verdadeira idiotice). Quando tive a oportunidade, procurei a pessoa, disse que sentia muito e que gostaria que quando ela estivesse chateada comigo, se dirigisse diretamente a mim. Não fui muito bem recebida. Porém, passado um tempo, eu é que fui procurada com um pedido de perdão e um abraço. Abraço que nos libertou uma da outra.
Pessoas que cultivam mágoas antigas, que remoem velhas discussões ficam presas ao seus contendores. É realmente interessante, pessoas brigadas ficam sempre esperando umas pelas outras, ou seja, voluntariamente prendem-se umas as outras. Ui! Deus me livre, ou melhor, Ele realmente me livra de ser assim.
Aprendi cedo que ficar brigado com alguém é a maior perda de tempo possível. O conflito não faz com que nosso opositor seja vaporizado, ou seja, vamos ter que continuar convivendo, e, assim, mais cedo ou mais tarde a briga vai acabar. Então por que não mais cedo?
É claro que com isso não quero dizer que se deve passar a vida inteira engolindo sapos.
Há momentos em que as coisas devem ser ditas, precisam ficar claras.
Há incômodos que não podem ser ignorados, sob pena de prejudicar até a nossa saúde.
Mas tudo pode ser falado com jeito, diretamente com os implicados, afinal, como eu sempre repito, na maior parte do tempo as pessoas só estão vivendo a própria vida, não estão querendo nos prejudicar.
O que sempre pode piorar a situação é tratar do assunto com pessoas que não sejam as principais interessadas. Falatório é realmente jogar lenha na fogueira e pode transformar um pequeno mal entendido em uma enorme confusão.
É isso. A vida é tão simples, para que complicar?
Não tenho vocação para garota enxaqueca!


(1)    Do tipo que cabe uma penteadeira! rs
(2)    MOHANA, João. O mundo e eu. 8 ed. Agir, 1989.





sábado, 11 de junho de 2011

Música para a sexta: Wake Up Everybody



Wake Up Everybody (feat. The Roots) John Legend
Wake up everybody
No more sleepin' in bed
No more backward thinkin'
Time for thinkin' ahead

The world has changed
So very much
From what it used to be
There is so much hatred
War and poverty, whoa, oh

Wake up, all the teachers
Time to teach a new way
Maybe then they'll listen
To what'cha have to say

'Cause they're the ones who's coming up
And the world is in their hands
When you teach the children
Teach 'em the very best you can

The world won't get no better
If we just let it be
The world won't get no better
We gotta change it, yeah
Just you and me

Wake up, all the doctors
Make the old people well
They're the ones who suffer
And who catch all the hell

But they don't have so very long
Before their Judgment Day
So wont'cha make them happy
Before they pass away

Wake up, all the builders
Time to build a new land
I know we can do it
If we all lend a hand

The only thing we have to do
Is put it in our minds
Surely things will work out
'Cause they do every time

The world won't get no better
If we just let it be
The world won't get no better
We gotta change it, yeah
Just you and me

It's the god hour
In the morning I wake up
Just for the breath of life I thank my maker
My mom say I come from hustlers and shakers
My mind builded on skyscrapers and acres You say you'll take us back to where we belong
I try to write a song as sweet as the Psalms
Though I am the type to bear arms and wear my heart on my sleeve
Even when I fell in God I believed
We the days at
Weave through the maze and the season so amazing
Feed them and raise them
Seasons are Asian
Earthquakes, wars and rumours
I want us to get by
But we more than consumers
We more than shooters
We more than looters
Created in his image
So God live through us
And even in this generation livin' through computers
Only Love, Love, Love can reboot us
Come on

Wake up, everybody
Wake up, everybody
Need a little help, y'all
Yes I do, need a little help

Need a little help, y'all ay
Wake up everybody
Wake up everybody
Wake up everybody


Acordem, pessoal
Acordem, pessoal
Chega de ficar enrolando na cama
Chega de ficar pensando na vida
É hora de pensar no futuro

O mundo mudou
Muito
Do que costumava ser
Há tanto ódio
Guerra e pobreza, oh, oh

Acordem, todos os professores
É hora de ensinar de uma nova maneira
Talvez então eles ouvirão
O que vocês têm a dizer

Porque são eles que estão chegando
E o mundo está nas mãos deles
Quando você ensina as crianças
Ensina a eles o melhor que puder

O mundo não vai ficar melhor
Se o abandonarmos, não, não, não
O mundo não vai ficar melhor
Nós temos que mudar, é
Só você e eu

Acordem, todos os médicos
Deixem os idosos bem
São eles que sofrem
E que ficam com o inferno

Mas eles não têm muito tempo
Antes do dia do julgamento final
Então por que você não os deixa felizes
Antes que eles morram?

Acordem, todos os construtores
É hora de construir uma nova terra
Sei que podemos fazer isso
Se todos dermos uma mão

A única coisa que temos que fazer
É colocarmos isso na nossa cabeça
Certamente as coisas vão dar certo
Elas funcionam toda vez

O mundo não vai ficar melhor
Se o abandonarmos, não, não, não
O mundo não vai ficar melhor
Nós temos que mudar, é
Só você e eu

É a hora de Deus
De manhã eu acordo
Só pelo sopro da vida já agradeço ao meu Criador
Mamãe diz que eu vivo do tráfico
Eu só penso em prédios e terras
Você diz que nos levará de volta ao nosso lugar
Tento escrever uma música doce como um salmo
Embora eu seja do tipo que carrega um fardo pesado e
abre o coração
Mesmo quando eu caí, eu acreditei em Deus
Nós somos os dias
Temos que percorrer o labirinto e a estação incrível
Temos que alimentá-las e criá-las
Estações são asiáticas
Terremotos, guerras e fofocas
Quero que a gente se dê bem
Mas nós somos mais do que mero consumidores
Somos mais do que atiradores
Mais do que saqueadores
Criados nessa imagem
Para que Deus viva através de nós
E mesmo nessa geração que só vive por computador
Só o amor, amor, amor pode nos reiniciar
Vamos lá

Acordem, pessoal
Acordem, pessoal
Preciso de ajude, aí
Sim, preciso, preciso de uma ajudinha

Aí, pessoal, preciso de uma ajudinha
Acordem, pessoal
Acordem, pessoal
Acordem, pessoal

terça-feira, 7 de junho de 2011

CIÊNCIA POLÍTICA - Para pensar em Igualdade Formal e Igualdade Material





06/06/2011 18h20 - Atualizado em 07/06/2011 11h19

PR e MS já adotam cotas para negros em concursos estaduais

Nesses estados, aprovados passam por 'avaliação visual'.
RJ será o próximo estado a reservar vagas; decreto foi assinado hoje.

Roseane Aguirra Do G1, em São Paulo
 
O Rio de Janeiro passará a reservar vagas para negros e índios em concursos estaduais, segundo decreto assinado nesta segunda-feira (6). Em levantamento feito pelo G1 em governos e assembleias legislativas de 26 estados e do DF, apenas Paraná e Mato Grosso do Sul dizem ter lei estadual que prevê cotas raciais em concursos dessa esfera pública. Além disso, em outras localidades não há regra válida para todo o estado, como no Rio Grande do Sul e o Espírito Santo, onde apenas alguns municípios adotam a prática.
Não há lei nacional sobre reserva de vagas em concursos para determinadas raças, apenas para deficientes físicos. A lei 8.112, que rege o servidor público civil federal, determina que sejam reservadas até 20% das vagas para deficientes, desde que as atribuições do cargo sejam compatíveis com a deficiência. O decreto 3.298/99 definiu o percentual mínimo de 5%, ao regulamentar a lei 7.853/89, que deve ser aplicado em todo o país.
A regra sobre a cota de 20% para negros e índios nos concursos do Rio começará a valer 30 dias a partir desta terça-feira, após publicação no "Diário Oficial". No Paraná, a lei que reserva 10% das vagas para negros em concursos estaduais está em vigor há 8 anos. Em MS, a reserva de 10% dos postos a negros data de 2008 e a criação de cota de 3% para índios ocorreu em 2010. Mas, como a regulamentação só foi feita neste ano, apenas 3 concursos que consideram a regra foram finalizados, nenhum deles incluindo índios.
Teria passado se não fosse da cota. Mas é a lei, não tem o que se questionar nesse caso"
Wlader Celso Bogarim, que entrou
na Sanepar pela cota para negros

Como é a seleçãoNos três estados, os candidatos podem optar por concorrer ou não pela cota. No PR e em MS, os que se declaram negros ou índios cumprem as mesmas etapas dos demais, porém passam por uma banca que faz uma avaliação visual para confirmar se poderão ficar com a vaga reservada. Essa banca considera não só a cor da pele, mas características como tipo de cabelo, formato da boca e nariz. No RJ, esses detalhes ainda não foram divulgados.
O analista de recursos humanos Wlader Celso Bogarim, de 34 anos, entrou na Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) por meio da cota para negros em concurso realizado em 2008 e se lembra de ter respondido a um pequeno questionário. Uma das perguntas era se já tinha sofrido preconceito pela cor. “A maior parte da avaliação é visual mesmo. Gente de olho verde e cabelo loiro geralmente fica mais nervosa, mas não é o meu caso”, afirma, rindo.
Apesar de ter sido aprovado dentro da cota, Bogarim diz que teria passado no concurso mesmo sem ela e defende o benefício. “Teria passado se não fosse da cota. Mas é a lei, não tem o que se questionar nesse caso.”
COTAS RACIAIS EM CONCURSOS ESTADUAIS
 PRMSRJ
Desde quando20032008 para negros e 2010 para índios2011
Quantidade de vagas10% para negros10% para negros e 3% para índios20% para negros e índios
InscriçõesFicha e declaração por escritoFicha e declaração por escritoNão divulgado
SeleçãoProvas e banca examinadoraProvas e banca examinadoraNão divulgado

No mesmo concurso, Elisangela Bezerra Merini, técnica em edificações, também foi chamada pela cota. "Num primeiro momento, havia cinco vagas. Conforme foram precisando, foram chamando mais gente. Fiquei em 61º no geral e em 5º na da cota. Valeu a pena, fiquei bem na frente", conta.
Sobre a banca, Elisangela diz que não houve constrangimento: "Foi um conversa bem tranquila, eu fiquei bem à vontade."

Cor da pele
“A lei é bem clara, o cidadão tem que ser da raça negra e ter características da raça, podendo ser da cor parda ou preta. A melanina pode variar, mas as características são as mesmas”, explica Fátima Aparecida Vieira Techy Bahls, presidente da comissão de concursos da Sanepar. Ela se refere à lei 14.274/03, que estabeleceu a cota racial no Paraná em 2003.
Segundo Fátima, o benefício é para quem tem dificuldade para conseguir um emprego por possuir as características da raça. “Não porque ele [o candidato] é filho de negro ou neto de negro, o foco é ele ter as características e ser desclassificado por elas quando procura uma vaga. Porque, se você for ver o histórico do Brasil, todos nós temos a descendência.”
No Paraná, no momento da inscrição, o candidato pode optar por concorrer pela cota. A confirmação de que poderá obtê-la se dá no momento da contratação, após ele ter sido aprovado no concurso, explica Fátima. "Tem uma banca com integrantes da empresa e, às vezes, convidados de fora."

Declaração por escrito
As cotas para negros no MS constam da lei 3.594/2008. A cota para índios surgiu com a lei 3.994/10. E ambas foram regulamentadas pelo decreto 13.141/11. No ato da inscrição, o candidato negro precisa fazer uma declaração por escrito. No caso do índio, além da declaração, o candidato deve levar no momento da entrevista um documento da Fundação Nacional do Índio (Funai), confirmando ser indígena. Segudo o diretor-geral de seleção e ingresso de pessoal da Secretaria de Estado de Administração, André Luiz Godoy Lopes, quem disputa uma vaga reservada também passa por uma banca, mas isso pode acontecer antes ou depois das provas.
O candidato tem duas classificações, uma geral e outra da cota. De acordo com a nota, ele pode entrar como cotista ou como candidato não cotista"
André Luiz Godoy Lopes, da
Secretaria de Administração de MS
Na maioria dos casos, essa banca é realizada pela empresa ou instituição contratante, próximo ao momento da contratação. A comissão avaliadora, diz Lopes, é composta por integrantes do departamento de recursos humanos e  representantes da coordenadoria da igualdade racial ou associações de defesa de direitos de afrodescendentes. “Há um entendimento sobre quais são as características sobre cabelo, cor da pele, formato de nariz e de boca, então cabe a eles [a comissão] decidir se o candidato se encaixa ou não”, explica o diretor.

Duas classificações
Os inscritos cotistas concorrem duas vezes no concurso, dizem os organizadores. “O candidato tem duas classificações, uma geral [concorrência ampla] e outra da cota. De acordo com a nota, ele pode entrar como cotista ou como candidato não cotista”, afirma Lopes, de MS. O inciso I do artigo 10, do decreto nº 13.141/11 do estado, diz que “a cada fração de 10 candidatos, a décima vaga fica destinada a candidato negro aprovado, de acordo com a sua ordem de classificação na lista específica, em observância ao princípio da proporcionalidade”.
Nos dois estados, caso a cota não seja preenchida, as vagas são distribuídas aos demais candidatos, de acordo com a ordem de classificação. Isso também ocorrerá no RJ.