sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

EXPECTO PATRONESSE!




Tem essa coisa de bater o santo sabe?
Algumas vezes teu santo se acerta com o santo de uma pessoa.
Para nós, professores, algumas vezes o santo bate com o santo de toda uma turma... e a gente sabe disso logo no começo.
Hoje estamos nos “despedindo” de uma turma assim. O santo deles bateu com o meu, com o de vários outros professores e inclusive com o santo da faculdade. Foi simples assim, a gente resolveu de cara que gostava uns dos outros, que gostava de trabalhar junto, que gostávamos do lugar aonde trabalhamos e estudamos e foi um passeio!
Eles são o tipo de gente que eu mais gosto. Gente que conhece e briga por seus direitos, mas que nunca esquece que também tem deveres. Gente que sabe a hora de se divertir (e muito!) e sabe a hora de trabalhar (mais ainda!).
Contei com muitos deles durante os cinco anos que estiveram com a gente. Não importava qual era o convite: Uma tarde pintando o rosto de crianças? Palestras em escolas? Blitz na chuva? Churrasco? Pintar/derrubar parede? Júri Simulado? Cerveja? Escrever uma cartilha? Animar crianças doentes em hospitais? 16 horas em um micro-ônibus? Pizza? Mutirão de audiências? A resposta sempre foi sim.
Não posso lembrar de um dos projetos sociais e campanhas da Faculdade Campo Real em que alunos desta turma não estivessem envolvidos. Não posso lembrar de churrascos mais divertidos.
Ainda por cima, um montão deles nos mata de orgulho tendo passado no exame da OAB ainda bem antes da formatura... não é mesmo para viver elogiando por aí?
Tive a alegria da amizade desse povo por estes cinco anos e claro que continuarei contando com ela daqui para frente. Essa amizade se concretizou na homenagem que me fazem ao me escolherem como patronesse da turma.
E aí lembrei do Harry Potter! O Harry e os outros bruxos, para afastar os dementadores (espécie de entidades do mal que, ao se aproximarem sugavam das pessoas toda a sua energia, ânimo, alegria), precisava invocar o seu patrono. Trata-se de um “feitiço” especial, que, quando bem executado, faz aparecer a imagem do patrono, que funciona como um escudo contra os dementadores.
Um detalhe interessante é que para conseguir invocar o patrono o bruxo precisa ter em mente um pensamento bem feliz.
Então, toda essa enrolação aqui é para dizer que comecei o texto com a ideia de, já que sou a patronesse, me oferecer para que me chamem, quando precisarem e principalmente quando correrem o risco de desanimar diante das dificuldades da vida. Estarei sempre aqui para uma frase de apoio, uma oração, uma cerveja. Invoquem a patronesse quando quiserem!
Mas me dei conta que, na realidade, essa turma se junta a alguns outros alunos especiais que estão sempre na minha memória, e vocês é que passam a ser os meus patronos. Vocês serão sempre um pensamento feliz a que eu vou me reportar quando estiver cansada ou duvidando da minha vocação e das escolhas que fiz até hoje.
Muito obrigada por esse tempo juntos. Muito obrigada por fazerem valer a pena ser professora e ser a professora que eu sou.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

CIÊNCIA POLÍTICA - Conversas iniciais



Seguem abaixo textos breves e simples, comentando um pouco do que falamos nas aulas de Ciência Política de hoje (14/12/2013):

CIÊNCIA ANTIGA X CIÊNCIA MODERNA


Diferenças entre a ciência antiga e a clássica ou moderna

 Antiga: 
Era uma ciência teorética, ou seja, apenas contemplava os seres naturais, sem 
jamais imaginar intervir 
neles ou sobre eles por 
meios técnicos;

 Clássica/Moderna: 
É uma ciência que visa não só 
ao conhecimento teórico, 
mas sobretudo à aplicação 
prática ou técnica. A 
ciência clássica ou 
moderna nasce vinculada 
à ideia de intervir na 
natureza, de conhecê-la 
para apropriar-se dela, 
para controlá-la e dominá-
la.



FONTE: http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/poder-aristoteles-434616.shtml

O poder segundo Aristóteles

Pioneiro em várias áreas do conhecimento, opensador grego não ficou apenas filosofando sobre qualseria a forma ideal de governo: pesquisou muito até acharo regime que, na prática, funcionava melhor

Cássio Starling Carlos | 01/04/2006 00h00
Muita gente tem tanta aversão a política que, ao ler essa palavra, vai pular correndo para a próxima matéria. Atualmente, essa atividade está tão comprometida por seus profissionais que não há como não dar um pouco de razão a quem sofre dessa alergia. Como tantas outras palavras correlatas (“monarquia”, “tirania”, “oligarquia” e “democracia”), o termo “política” foi criado na Grécia antiga. E, já naquela época, a desilusão com os políticos era grande. Por isso, os gregos fizeram questão de tentar entender como um negócio cujo principal objetivo é alcançar o bem coletivo pode dar tão errado.
Um dos mais importantes filósofos gregos a encarar essa tarefa foi Aristóteles, que viveu entre 384 e 322 a.C. Discípulo de Platão, foi um protótipo do pensador enciclopédico. Nada escapou de sua curiosidade e indagação. Ele freqüentou praticamente todos os ramos do que hoje convencionamos chamar de “saber” (e até fundou alguns deles): da vida dos animais à astronomia, do modo correto de produzir e de organizar as idéias até os segredos da eficácia de uma peça de teatro. Em Política, o filósofo grego ocupou-se em descrever as mais variadas formas de convivência humana sob um governo comum. Mais do que isso, ele também tenta responder a inúmeras indagações: quais formas de governo são as melhores? Por que ocorrem as revoluções? O que fazer para evitá-las? Que papel deve exercer a educação na melhoria dos cidadãos? Quais as características físicas e sociais de uma cidade ideal?
Não faltam intérpretes da obra aristotélica capazes de apontar na Política a origem de ciências como a economia, a sociologia, a antropologia e a própria ciência política. O texto é, na verdade, uma reunião de vários livros escritos pelo autor em épocas distintas (o que provoca, às vezes, inconvenientes como repetições ou incongruências entre algumas partes). Logo no primeiro capítulo, há uma definição que ainda costuma fazer o leitor pular na cadeira: “O homem é por natureza um animal político”. Mas, afinal, o que é a política para Aristóteles? Para responder a essa questão, é preciso, antes, fazer um desvio etimológico. O termo deriva da palavra grega polis, que designa cidade. Este é, na concepção grega, o lugar por excelência da convivência e felicidade humanas, onde se concentra a civilização – em contraposição ao que está fora da cidade, que é o lugar dos bárbaros.
Para Aristóteles, o ser humano só se realiza (ou, em outras palavras, só alcança sua essência) vivendo em comunidade. Mas não basta que essa comunidade garanta a mera sobrevivência e um certo conforto material – pois isso também pode ser encontrado na família ou numa aldeia. De acordo com o filósofo francês Pierre Aubenque, em A Prudência em Aristóteles, “a finalidade da cidade não se resume a ‘viver’, isto é, satisfazer as necessidades, mas também o ‘viver bem’, ou seja, a vida feliz, que, para os gregos, se confunde com a vida virtuosa”. Dotado da capacidade de fala (logos, em grego), o homem tem a capacidade de se expressar de maneira sensata e de refletir sobre seus atos. Ele é, portanto, capaz de distinguir o que é justo do injusto. “A comunidade de seres com tal sentimento” para Aristóteles é a cidade, que, segundo ele, é superior à família ou à aldeia da mesma forma que o corpo inteiro é superior ao pé ou à mão.
Na ciência política, a tradição aristotélica se contrapõe às teorias baseadas no conceito de “contrato”, como a elaborada pelo inglês Thomas Hobbes no século 17. Para ele, a obediência ao governo nasce de um pacto que visa garantir a segurança de todos. Ameaçados pela lei do mais forte, que rege a natureza, os homens decidem, num contrato coletivo, se submeter a uma instância superior. Segundo Hobbes, é esse acordo que dá origem ao Estado. Na Grécia de Aristóteles, idéias como essa já eram defendidas. Protágoras, por exemplo, via no homem um ser rebelde por natureza, que viveria na cidade apenas por interesse. É esse tipo de concepção que Aristóteles combate: para ele, a comunidade política é uma evolução natural dos agrupamentos humanos mais simples, como a família.
Segundo o método do filósofo grego, entretanto, chegar a uma definição sobre o que é a política não basta para entendê-la. É preciso percorrer, com olhar atento e minucioso, o maior número possível de situações reais. Aristóteles se dedica então a examinar e comparar as formas de governo existentes na Antiguidade. Sua sede de conhecimento fez com que ele reunisse uma impressionante coleção de constituições. Das 158 recolhidas por Aristóteles, entretanto, só uma sobreviveu até hoje: a de Atenas, encontrada em um papiro em 1890.
A obsessão investigativa de Aristóteles se justifica. Ele não queria apenas descobrir qual seria “a melhor forma de governo” – ela também tinha de ser “a melhor forma de governo possível de acordo com as circunstâncias”. Esse pragmatismo traz uma importante diferença com relação a Platão: em República, o mestre de Aristóteles buscava conceber uma forma de gestão baseada em ideais. Na Política, a filosofia desce do céu e planta seus pés na terra: o autor pretende prescrever a melhor forma de governo que pode, na prática, existir.
Baseado em sua pesquisa, Aristóteles define os três tipos de regime político: o comandado por uma única pessoa é a monarquia, o liderado por um pequeno grupo é a aristocracia e o controlado pela maioria dos cidadãos é a politia. Cada um deles tem, respectivamente, uma forma degradada: a tirania, a oligarquia e a democracia (é isso mesmo: naquela época esta palavra estava longe de ser sinônimo de bom governo – Aristóteles a utiliza mais ou menos como hoje falamos em “demagogia”). Mas qual a diferença, por exemplo, entre a monarquia e a tirania? Simples: na primeira, o líder governa buscando o bem comum e, na segunda, ele governa de acordo com seus próprios interesses. É isso que distingue, nos três casos, o bom do mau governo, o justo do injusto. Os primeiros são verdadeiramente políticos, os segundos são despóticos.
Dentre as três formas de governo, Aristóteles admite que a monarquia e a aristocracia podem ser as melhores. Mas, para que isso aconteça, é preciso que, no comando do regime, exista um homem excepcionalmente sábio e justo, no primeiro caso, ou um grupo deles, no segundo. Como essa situação é incomum, a forma mais indicada de governo é a politia: mesmo que a cidade não possa contar com uns poucos homens de valor excepcional, é razoável que ela conte com muitos capazes de governar e de ser governados, alternadamente. Para evitar abusos, a politia conta com leis escritas a ser seguidas (daí ela também ser chamada de “governo constitucional”). Ou seja: a forma preferida por Aristóteles não está assim tão longe do modelo formal de democracia que temos hoje.
O que torna o texto aristotélico um clássico não é nem sua antiguidade nem sua influência, mas sua habilidade em extrair da história casos que permitam a seus leitores entender as razões de determinadas lições. Aristóteles nos ensina que dar as costas para a política é ignorar uma boa parte do que existe de humano em nós. É como escreve Francis Wolff, especialista em filosofia antiga, no livro Aristóteles e a Política: “Assim como um povo sem memória histórica não tem verdadeiramente história, uma vez que não pode agir sobre ela, da mesma forma um povo sem a consciência de um domínio próprio das coisas da cidade não pode agir politicamente, uma vez que não sabe que a política é aquilo que lhe pertence”.

O QUE É POLÍTICA?
FONTE: http://www.turminha.mpf.gov.br/eleicoes/o-que-e-politica-1
A palavra política tem vários significados. Um deles é o ato de governar, de administrar e cuidar das instituições públicas, ou seja, do EstadoO povo paga impostos e esse dinheiro deve ser aplicado para o bem de todos, como, por exemplo, para a construçãode escolas, creches, universidades, hospitais, estradas e casas; ou para contratar policiais para manter a segurança pública, professores para ensinar as crianças e os jovens, e médicos para cuidar da nossa saúde.
Enfim, se o nosso dinheiro não for bem empregado, não teremoos bens e serviçoqueprecisamos para viver bem. E quem administra o dinheiro dos nossos impostos são os políticos, pessoas escolhidas por todos nós, brasileiros com mais de 16 anos, durante as eleições.
Os políticos também podem estar no parlamento, fazendo as leis que dizem o quepodemoou não fazer e quais são os direitos e deveres que cada um de nós tem comcidadãoO Estado, administrado pelos políticos, também tem autoridade para usar a força (polícia e exército) para manter a ordem.
A sociedade é obrigada a obedecer ao Estado, mas para que essa obediência seja justa e legítima, as pessoas precisam ter o direito de escolher aqueles que elas julgam ser mais preparados para governar e para fazer boas leis.
Quando a sociedade julga que seus governantes não estão administrando bem oEstado, ela tem o direito e o dever de reclamar, e essa reclamação nós também chamamos de política. Ou seja, fazemos política quando nos interessamos pela forma como são administradoos bens públicos, quando noorganizamos para reivindicar nossos  direitos de cidadãos, quando escolhemoos políticoque vão nos representar no governo e quando cobramos deles o cumprimento das promessas que fizeram para se eleger.
os políticos também fazem política quando estão no Executivo governando o país, os estadoou as cidades, ou quando estão no Legislativo, votando as leis.
A palavra política pode ser usada também para se referir à organização e administraçãode qualquer instituição privada, como as empresas, as escolas, os sindicatos, etc. Sempre que alguém tem o poder de dirigir outras pessoas, podemos falar que há uma relação política entre as partes, entre o que dirige e oque obedecem.
Até as famílias têm a sua política própria. Por exemplo, as regras na sua casa podem ser diferentes daquelas da casa do seu amiguinho da escola. E quando você não aceita essas regras, quer mudá-las e tenta fazer uma negociação com seus pais, você também está fazendo política, pois está reivindicando o que você acha que sejam os seus direitos de criança e de  filho.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Meu Abaixo-assinado



Em um trecho do livro “Comer, rezar e amar” (sim, leitura de mulherzinha), a autora e personagem principal, Elizabeth Gilbert, está passando por um momento triste da sua vida e recebe a sugestão de fazer um abaixo-assinado.
Trata-se de um abaixo-assinado imaginário, em que ela deveria listar os nomes de todas as pessoas que não titubeariam em assinar um pedido, endereçado a Deus, solicitando tudo o que houvesse de melhor para a vida dela.
Era um exercício bastante interessante, com o intuito de demonstrar a ela, e a qualquer de nós que siga a sugestão, que mesmo quando a vida não está lá aquela maravilha, contamos com muitas pessoas que realmente se comprometeriam com o nosso bem.
Acabei de fazer aniversário e vejo que essa é ocasião oportuna para verificar quantos e quais nomes constariam do meu abaixo-assinado dirigido a Deus. E olha, há muita gente na minha lista.
Há pessoas que renovam a assinatura todos os anos, há muito tempo. Outros começaram a assinar agora, mas com o mesmo comprometimento.
Há quem tenha assinado por obrigação. Outros assinam por consideração, porque não podiam simplesmente não dizer nada.
Há nomes que já foram mais constantes e que fizeram falta nesse ano.
Há os que nem viram o que assinaram e apenas garantiram que eu também assine, quando for a sua vez.
Há ainda quem, além de assinar, fez questão de telefonar de muito longe ou me encontrar pessoalmente para dizer o quanto deseja que os pedidos constantes do abaixo-assinado sejam deferidos!
Alguns vieram um pouquinho atrasados, mas são tão bem vindos quanto. Inclusive, as assinaturas continuam sendo aceitas, a cada dia dos meus desaniversários!
Faltaram alguns abraços importantes, é verdade. Mas todos os outros que não faltaram estão aí para mostrar o quanto eu mereço que meus pedidos sejam atendidos.
Então, a todos vocês que me assinam embaixo: Muito Obrigada!